Pobre Fotógrafo Pobre...

Acompanhe as desventuras de um assalariado tentando entrar para o oneroso mundo da fotografia. ~~~~ Este humilde blog está aqui não só para a divulgação do trabalho, mas também expressar as opiniões, experiências e sentimentos do fotógrafo quanto as suas aventuras. ~~~~ Quero agradecer desde já os poucos comentarios, mas se possível, deixe um endereço de email pra eu dar retorno!! Muito Obrigado!

31 Agosto, 2009

O Brasil e a importancia que damos ao esporte.

Não é a toa que o esporte nacional é totalmente sucateado e não revela destaques em modalidades que não sejam futebol e vôlei. O monopólio do futebol é evidente no que se trata de mídia neste país, o que faz com que as pessoas nem saibam que existem pessoas se esforçando, e muito, pelo Brasil pra conseguir praticar algum esporte, ou pior ainda, conseguir patrocínio.

Desde o início da Volta Ciclística de São Paulo, venho tentando obter informações sobre a prova, mas tudo que encontro é muito raso. Mas o pior de tudo foi obter qualquer informação sobre a largada da última etapa. Já na semana anterior ao início da competição venho tentando descobrir onde seria a linha chegada, para poder ver e fotografar o fim da prova e prestigiar os atletas. Contudo, a realização da prova parecia um segredo de estado. Informação equiparável a uma lista de nomes de espiões dos Estados Unidos. Uma semana inteira querendo saber qual seria a hora da largada para poder me antecipar e chegar a tempo na frente da emissora Globo, em São Paulo.

No domingo, 30 de agosto, acessei o Google e pesquisei “largada volta de são Paulo”, e obtive como primeiro resultado o site da Federação Paulista de Ciclismo, e a informação tão desejada: A largada está marcada para as 9:40 no quilometro 48 da Rodovia dos Bandeirantes. Bem, como a etapa teve mais de 50Km, estimei que uma hora seria tempo suficiente. Saí de casa, tomei um ônibus e um trem, desci na estação Berrini e caminhei até a Ponte Estaiada. Chegando lá, vi ao longe um carro da CET (Companhia de Engenharia de Trafego). Corri até ele e perguntei ao senhor onde seria a chegada, quando obtive uma resposta surpreendente: “É ali na frente da Globo, mas eles já chegaram faz tempo!”

Quase caí das pernas! Sabia que a Globo televisionaria a prova, e até onde tinha sido informado, na integra, mas queria ver de perto, e não pela “telinha”.

Me aproximei mais do local da chegada e perguntei a outro oficial da CET a que horas os competidores tinham chegado, e ele me disse que foi por volta das 9:15.

Agora, pergunto eu, que vantagem leva uma emissora de televisão e a federação paulista, junto com a Yescom (organizadora do evento), em divulgar um horário tão absurdo? E respondo. A Globo transmitia um grande premio de fórmula um, que, com certeza da muito mais lucro que uma provinha de ciclismo, e a federação provavelmente cedeu a pressão, já que não representa ou divulga o esporte e, lugar nenhum.

Os meios de comunicação e seu monopólio é que mandam no patrocínio. Sempre será uma questão comercial. E por enquanto, aqueles que não gostam de futebol, ou fórmula um, não vão ver mais nada além disso na tv.

Pra acabar com o domingo, ao ver a gravação que fiz, me deparo com um compacto de 15 minutos e uma narração absurda do Cleber Machado, que não deve saber nem andar de bicicleta, muito menos detalhes a respeito deste esporte que exige tanto do atleta, que não é menos que um herói, por enfrentar dificuldades financeiras e de estrutura neste nosso descuidado país, e ainda conseguir completar uma prova de mais de 1200 Km com desempenho semelhante ao dos estrangeiros e suas estruturas.

23 Junho, 2009

É por isso que o Brasil não vai pra frente...

Nada mais a declarar...


21 Abril, 2009

Campanha ônibus x carros


Campanha ônibus x carros
Upload feito originalmente por Milton Jung CBNSP
É preciso dizer mais alguma coisa?

26 Novembro, 2008

A Natureza vai prevalecer...

apesar de nossa insistência.

O homem luta tanto por conforto, por facilidades... Mas não luta para ficar aqui. Ou pelo menos é o que parece. E, apesar de nossa teimosia, apesar de nossas tentativas de acabar com tudo que nos rodeia para podermos usar nossos carros, nos isolarmos em nossas casas, lucrar, depois que formos, a natureza vai finalmente ganhar a contenda.

A relva vai derrubar os prédios, destruir as calçadas e o asfalto de nossas ruas e avenidas. Os animais irracionais vão tomar e volta o que lhes foi tirado.

E depois de muito tempo, talvez, alguém vai descobrir nossos vestígios. Vai saber que houve uma raça de seres que ali viveu e daquela terra usufruiu. E vai se perguntar o que será que aconteceu...

21 Novembro, 2008

DESPERDÍCIO!

Neste feriado fui conhecer o Mercado Municipal de São Paulo. Lugar interessante, com o mais variado público. Comi o famoso pastel de bacalhau, muito bem recheado e vi o lanche de mortadela, mas este vai ficar para uma próxima visita.

Na verdade, o que me chamou a atenção foi um prédio ao lado (imagem). Da desgosto de ver uma coisa tão mal aproveitada e tão destruida assim. Com tantas pessoas precisando de uma moradia regular, com pessoas perdendo tudo em incêndios em favelas, como o ocorrido na sexta 21/11 (Rocinha, região do Campo Belo, zona sul de São Paulo), é de dar desgosto ver um lugar assim.

Não sei dizer quem é o proprietário do prédio. Talvez seja de algum especulador que se deu mal. Ou talvez seja do INSS. Isso mesmo, INSS! O órgão público que vive acumulando prejuízos parece não fazer questão de administrar suas propriedades. É proprietário de 2288 imóveis vazios ou invadidos.

Não da para deixar de pensar em tantos outros prédios na mesma situação no centro de São Paulo. Abrigo para vários sem teto, mas também para o consumo de drogas, para criminosos, antros de prostituição... É uma lista sem fim.

E para encerrar, deixo uma reflexão a fazer: Será que nos já estamos tão hábeis assim em ignorar os problemas que causamos? Até um problema de 25 andares?

10 Novembro, 2008

O mundo respirou história nesta semana

De Renato Janine Ribeiro na Folha de São Paulo, em 08/11/2008



A MUDANÇA chegou aos Estados Unidos, disse Obama, na primeira frase de efeito de um discurso repleto de expressões bem escolhidas para entusiasmar o povo.

Quer dizer, a mudança veio de fora.

Quer dizer, os Estados Unidos estavam atrasados. Bush representava o atraso. A Europa, outros países, inclusive o nosso, escolheram a mudança antes deles. No século 19, a liberdade estendia seus braços para acolher no porto de Nova York os mal-amados do velho mundo. A "América" era pioneira. Hoje, com a eleição de seu primeiro presidente negro, os Estados Unidos recebem uma mudança cujos ventos já sopravam em outras partes.

Mais para o fim do discurso, porém, Obama retoma a crença norte-americana de que seu país é líder do mundo, um "povo eleito" moderno: "Esse é o verdadeiro talento da América -a América é capaz de mudar". Sim, a mudança tardou, mas, quando chega lá, o mundo todo muda. A mudança começou em outros países, mas é quando vence na "América" que ela ganha escala e se torna mundial.

Bush, após o 11 de Setembro, para vencer a guerra "contra o terror", rogou a seu povo que consumisse mais, não menos. O usual nas guerras é pedir poupança e sacrifícios, canhões em vez de manteiga. Bush prometeu um Eldorado, só que feito de consumo, e não de valores. Como disse Michael Mandelbaum, seu governo foi um caso único de transferência de riqueza do futuro para o presente. Bush negou tudo o que é positivo nos próprios valores conservadores -austeridade, comedimento, poupança. Dilapidou dinheiro, sangue, fé e esperança. Gastou o futuro. Hipotecou até as vidas de quem ainda não nasceu.

Não sabemos como serão os próximos anos. Obama não prometeu maravilhas. Alertou que haverá atrasos e fracassos. Implicitamente, pregou a poupança, não a dilapidação. E foi depois dessa advertência que desenvolveu sua utopia, sua esperança num país de valores.

Há algo espantoso nisso. Com o avanço da campanha, a oposição entre valores da mudança e da esperança e valores da conservação e do medo foi se convertendo numa oposição entre o candidato dos valores e aquele que herdava a falta de valores.

McCain era o único candidato possível para o Partido Republicano justamente por ser o menos bushista dos republicanos. Mesmo assim, não conseguiu encarnar valores em que, seguramente, acredita. Não convenceu.

É curioso que o partido mais liberal, o dos nova-iorquinos afrescalhados que tomam "capuccino" (que George W. Bush condenou quatro anos atrás, porque não seria o da "verdadeira América"), acabasse sendo o único que sustenta valores. Porque o termo "valores" soa, com freqüência, conservador. Mas esse conservadorismo básico, que representa um compromisso com o país, com sua história, nenhum presidente dos Estados Unidos pode dispensar.

A diferença é que justamente o novo, o negro, o jovem, o candidato da internet (não a internet dos negócios, mas a da cidadania), tenha sido quem expressou os valores -e não o herói de guerra, o prisioneiro torturado no Vietnã, a derradeira reserva moral do Partido Republicano.

O simbolismo dessa vitória é duplo.

Está no fato de que os progressistas conquistaram o legado de uma preocupação ética que muitas vezes foi conservadora. As repercussões disso para a ética pública serão importantes. E também está na esperança despertada, na mobilização dos jovens, dos que votaram pela primeira vez, dos excluídos das urnas. Já em 2004 o governador Howard Dean mobilizara os jovens e usara a internet -mas não conseguiu a indicação democrata.

Dessa vez, a estratégia das "grassroots", da base mobilizada, deu certo.

Ora, quem se mexeu pela mudança não ficará parado em casa. Vai continuar participando. Vai exigir de Obama que ele aja. Não é casual a referência do novo presidente a Martin Luther King, e de seus eleitores à grande marcha dos negros em Washington, há 40 anos. É como se, finalmente, eles chegassem lá.

As pessoas respiraram a história.

Podem até se enganar, mas essa sensação se tem poucas vezes na vida -quando se tem. E ela estava presente nos Estados Unidos -e no mundo- nesta semana. Respiremos fundo. Ela pode não durar. Mas, também, pode.

06 Novembro, 2008

Obama é negro, mas é americano.

E como todo americano, deve gostar da sua posição em relação ao resto do mundo. Se não gostasse não se candidataria a presidente.
Na verdade, todos aqueles que ficaram empolgados com esse resultado histórico deveriam estar mais cautelosos.
Os estadunidenses jamais vão parar de querer vender, de subjugar, de influenciar. O rapaz pode até trazer algumas mudanças para seu país, mas serão coisas interiores (na minha humilde opinião).